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Pensamentos automáticos: nem tudo o que você pensa é um fato

2 min de leitura

Você já percebeu como alguns pensamentos surgem na sua mente sem que você precise pensar intencionalmente sobre eles?

“Eu não vou conseguir.”
“Fiz tudo errado.”
“Ela deve estar chateada comigo.”
“Vão perceber que estou nervoso.”

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esses pensamentos são chamados de pensamentos automáticos.

O que são pensamentos automáticos?

Segundo Judith Beck, pensamentos automáticos são pensamentos que surgem de forma rápida e espontânea diante das situações.

Eles podem aparecer na forma de palavras, frases ou imagens mentais e, muitas vezes, são tão rápidos que podemos perceber primeiro a emoção associada a eles — como ansiedade, tristeza, culpa ou raiva — sem identificar imediatamente o que passou pela nossa mente.

Um ponto importante: todos nós temos pensamentos automáticos disfuncionais.

Ter um pensamento automático não significa, por si só, que exista algum problema psicológico.

Pensamento automático é um fato?

Não necessariamente.

Podemos acreditar em um pensamento com muita convicção e, ainda assim, ele não representar completamente aquilo que aconteceu.

Por exemplo:

Situação: você apresenta uma ideia durante uma reunião e ninguém comenta imediatamente.

Pensamento automático: “Minha ideia foi péssima.”

O pensamento apareceu rapidamente, mas existem outras explicações possíveis para o silêncio.

Na TCC, portanto, não buscamos simplesmente aceitar ou rejeitar um pensamento. Primeiro, aprendemos a identificá-lo e examiná-lo.

Como começar a identificar seus pensamentos automáticos?

Quando perceber uma mudança no seu estado emocional, experimente perguntar:

“O que estava passando pela minha mente naquele momento?”

Identificar um pensamento cria a possibilidade de observá-lo com mais atenção e avaliar se ele corresponde às evidências disponíveis.

Afinal, pensar alguma coisa não é o mesmo que comprovar que ela é verdadeira.

Referência

BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.

Conteúdo psicoeducativo. Não substitui avaliação ou acompanhamento psicológico individualizado.

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